Vamos falar de coisas interessantes?

Não falta assunto. Há muito o que conversar.

Podemos falar sobre negócios, mudanças, farma, agro-indústria, economia, varejo, auto, inovação, corporate finance, tecnologia, crescimento, operações, estratégia, global trade, fusões, cisões, management, business of business, filosofia, colaboração.

E, ainda, sobre lógica, siderurgia, papel, petroquímica, artificial intelligence, machine learning, conhecimento, oil & gas, cimento, gestão, organização, reorganização, reestruturação.

Podemos, também, conversar sobre educação, modelos mentais, marketing, alimentos, higiene & limpeza, cosméticos, vendas, companhias aéreas, portos, healthcare, transportes, clima, aquecimento global, bancos, serviços financeiros, seguros, Internet, e-commerce.

Há mais. Podemos falar sobre space travel, satélites ao redor da Terra, correlation is not causation (…), marketing digital, ensino à distância, cura do Alzheimmer, construção, EPC – engineering, procurement & design, arquitetura, móveis, arte, museus, teatros, música, orquestras sinfônicas, Bach, condicionamento físico, medicina nuclear, whole food plant based nutrition.

Podemos ainda conversar sobre startups, a China, social media, a Europa, tarifas, carros elétricos, GDPR, carros autônomos, livros, o Brasil, business models, o Mercosul, os U.S., estratégia, branding, governance.

E também sobre portos, aeroportos, estradas, esporte profissional, fabricantes de aeronaves, gig economy, usinas nucleares, energia eólica, geração e distribuição de energia, vestuário, laboratórios de análises clínicas, food delivery.

Corre em Ipanema, caminha no Ibirapuera, na Praça Santos de Andrade, na praia de Boa Viagem, frequenta o Frevinho, almoça no Barranco, janta no Pampulhinha, usa e-mail, twitter, facebook, flipboard, skype, iMessage, Zoom, restaurante, café, Slack, linkedin, ?

Não falta assunto. Vamos conversando.

Registrando e anotando

Usávamos um caderno, um moleskine, um CD-20 (…) para tomar notas, registrar eventos, etc.

Hoje, temos conhecimento, idéias, fatos, datas, memórias, dicas, fotos, recibos, bilhetes de avião, lembretes, listas espalhados por calendários, emails, Outlook, Gmail, twitter, facebook, messages, imessages, PDFs, links, SMSs, Slack, Teams, sharepoint, Skype, Whatsapp, etc.

Como “anotar”, como registrar tudo isso, como por as idéias em ordem? No link, idéias – How to annotate literally everything | Mildly entertaining.

Ainda uso papel.

  • Carrego no bolso uma caderneta, para garatujas e idéias
  • Uso um moleskine para bullet journaling.

E você?

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A indústria de cimento trabalha para reduzir a emissão de CO2

No processo convencional de produção, para cada tonelada de cimento produzida, uma tonelada de CO2 é liberada para a atmosfera.

Na Europa, a indústria desenvolve alternativas para reduzir as emissões. O vídeo mostra o avanço da iniciativa – Sucking up CO2 from one of the world’s worst emitters – BBC News:

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Discordar e comprometer-se

A complexidade cresce, o volume de acontecimentos fora do nosso controle aumenta, a impaciência impera. Os clientes pressionam, exigem mais.

Você é CEO, acionista, um executivo senior. Oportunidades surgem.

O que faço? Embarco, ou gasto mais dois meses analisando?

Oportunidades surgem – e se vão.

O modelo propósito – visão – missão – objetivos – estratégia – planos – metas – responsáveis – recursos – alinhamento – cascateamento de metas e planos, etc é confortável, congruente, fácil de entender.

E é lento, pesado, frequentemente tardio.

Precisamos de mais velocidade, mais competência, mais potência intelectual. Estar alinhado, centrado, com todos os dados e fatos analisados, todos na mesma página, toma muito tempo, enquanto que o vizinho de porta já fez e já abocanhou o pitéu.

Muitas decisões são reversíveis e só podem ser verificadas na prática. Vamos decidir mais cedo?

Entendo o que dizes, faz sentido, mas acho melhor fazer diferente. Vamos concordar que discordamos e nos comprometer com essa outra forma de avançar?

Aceitável?

Qual a sua tolerância com esse mundo cheio de oportunidades, demandante, imprevisível, veloz, controverso, em que vivemos?

Você confia no seu taco, no da sua empresa? E a cultura e valores te dão permissão? Você precisa de permissão?

Ver Day 1 & Day 2 e Jeff, what does Day 2 look like?.

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1Password recebe $200 million de aporte do Accel

Após 14 anos de mercado, todos com lucro, os sócios decidiram-se pela operação, para obter recursos para acelerar o crescimento, em especial no mercado corporativo.

O 1Password é um app para gerenciar senhas, logins, dados financeiros, etc, mundialmente reconhecido.

Ver:

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Fusão Xerox – HP

A Xerox analisa a possível aquisição da HP, com vistas a consolidar seus negócios de impressão.

O caso é intrigante:

  • O valor de mercado da Xerox é de $8 billion e o da HP é de $27 billion
  • A HP recentemente considerou adquirir a Xerox e seu board descartou a operação
  • Nas conversas em curso, consta que discutem quem é o comprador e o comprado
  • Tratam de um período de 30 dias para due dilligence, que parece bastante breve
  • Que equipe gerenciará a operação resultante?

Mais detalhes sobre a operação – Xerox Prepared to Offer 4 Weeks of Due Diligence to Win Over HP

Voltaremos ao tema.

Learn more – mergersacquisitions.envision.consulting.

Menos é mais

Escrever com frequência é interessante – aprendemos, conhecemos pessoas, novas idéias, compartilhamos idéias.

Havia adotado uma solução com muito atrito, muito dispêndio de tempo e energia, que me obrigava a lidar com widgetsthemes, WordPress updates, plugins, code elements, image optimization, malware scans, web app firewalls, etc.

Complexidade em excesso para o resultado pretendido.

Não mais.

Migrei o blog para o https://micro.blog. Ouvi falar pelo Brent Simmon, durante sua entrevista no podcast do MacPower Users, essa semana.

Antes de mudar o domínio, farei um backup de tudo – posts, páginas e configurações, just in case.

Vou experimentar por um ano

Vou relatando o avanço da experiência.

Eu olho e vejo

“Um computador em cada mesa”, Bill Gates.
“Um homem na lua”, John F. Kennedy.
“Carros para todos”, Henry Ford.

Ou, “um mundo formado por nações e corporações empreendedoras, criando conhecimento e riqueza em abundância, para que seus cidadãos prosperem”, N.N.

Pessoalmente, prefiro as três primeiras, estilo “eu olho e vejo”. E você?

No link, o professor Andrew Carton, da Wharton, University of Pennsilvania, trata do assunto – How Leaders Can Craft Better Vision Statements

Comente a seguir.

Modern monetary theory (MMT) — devemos seguir gastando mais do que arrecadamos?

Nas últimas semanas ganhou destaque na mídia dos U.S. a idéia controversa de que é positivo – de que não é necessariamente negativo, um governo gastar mais do que arrecada.

O Sr. Jerome Powell, presidente do Fed, quando indagado sobre o conceito em sua recente audiência no Congresso, disse:

“The idea that deficits don’t matter for countries that can borrow in their own currency I think is just wrong.”

Ver Jay Powell Is No Fan of MMT, Says the Concept Is ‘Just Wrong’ – (Bloomberg).

A Sra. Stephanie Kelton, em entrevista à CNBC explica o que é MMT e discorre sobre benefícios e riscos. A Sra. S. Kelton foi assessora do Sr. Bernie Sanders, conhecido congressista americano. Ver Bernie Sanders’ 2016 economic advisor Stephanie Kelton on Modern Monetary Theory and the 2020 race – (CNBC).

Por aqui, estamos estudando o assunto.


More – financial.acumen.envision.consulting

Thoughtful Reasoning – por que?

Buscávamos uma nova identidade para o blog.

Escolhemos Thoughtful Reasoning  – expressa reflexão, pensamento embasado, pragmático, curiosidade, uso da razão, ação deliberada.


rea·son·ing (rē′zə-nĭng)
noun

  • The process of using your mind to consider something carefully;
  • Thinking that is coherent and logical;
  • Use of reason, especially to form conclusions, inferences, or judgments;
  • Evidence or arguments used in thinking or argumentation.
  • The act or process of a person who reasons;
  • The process of forming conclusions, judgments, or inferences from facts or premises;
  • The reasons, arguments, proofs, etc., resulting from this process.

Gosto também desta:

  • The thought processes that have been established as leading to valid solutions to problems.

thought·ful (thôt′fəl)
Adjective

  • Acting with or showing thought and good sense;
  • Having intellectual depth;
  • Exhibiting or characterized by careful though;
  • Acting with or showing thought and good sense.

Gosto também destas:

  • Showing careful consideration or attention;
  • Decided on as a result of careful thinking.

  * * *

Como lidar com a falta de privacidade do escritório moderno

Tímidos e os que precisam de silêncio para concentrar-se e produzir sofrem nos open offices, com o ruído ambiente, a falta de privacidade, a máquina de café, conversas por telefone, risadas, pings de notificações do celular do vizinho e conversas ao redor.

Afinal, os open offices são bons ou ruins? Procedem as críticas?

Há algumas tendências na configuração dos escritórios modernos:

  • Opens offices, onde grandes áreas são populadas por dezenas de posições de trabalho, fixas ou não.
  • Nas posições fixas, ficam profissionais cujo trabalho é majoritariamente interno, como contabilidade, finanças, faturamento, compras, produção.
  • Há posições “móveis”, usadas por profissionais com carga elevada de trabalho externo, como vendas, assistência técnica.
  • Não há paredes, portas, ou divisórias entre as posições de trabalho, que são organizadas em “ilhas de mesas”, ou longas mesas, com posições de um e outro lado.
  • Há salas de tamanhos variados, para reuniões, conversas com fornecedores, conversas com clientes, conversas que requeiram privacidade entre dois profissionais, entre executivos.
  • Há pequenas salas destinadas a pessoas que precisem de privacidade para ligações telefônicas, ou silêncio para tarefas que requeiram concentração.
  • Há empresas que extendem o conceito a seus executivos, nas “salas da diretoria”, onde executivos de diversas áreas compartilham o espaço.

Estas configurações passaram a ser adotadas por conta de algumas hipóteses:

  • Redução de custos – a área total ocupada é menor nos open offices, o que reduz custos de aluguel, infra-estrutura, particões, ar condicionado, etc
  • Aumento da interação entre as equipes, por conta da ausência de barreiras físicas entre os profissionais, que redundaria em aumento de produtividade, de criatividade, levando a melhores resultados – melhores produtos, melhor atendimento a clientes, mais vendas, menores custos, mais lucros, melhor gestão.

Essas hipóteses vêm sendo testadas na prática e em estudos científicos, sendo motivo de artigos frequentes na imprensa.

O que se constata na prática?

Estudo conduzido pelos Srs. Ethan Bersntein e Stephen Turban, publicado em 2018, (The impact of the ‘open’ workspace on human collaboration ) constatou o oposto da hipótese de aumento de interação pessoal (que daria causa a aumento de produtividade, etc). O estudo constatou:

  • Expressiva redução (-70%) da interação pessoal (!!) e
  • Aumento do uso de emails e messagens instantâneas entre os profissionais que trabalham em open offices. 

Em outras palavras, os efeitos são prejudiciais à interação e trabalho em equipe, segundo o estudo.

A maioria dos artigos publicados sobre o assunto mostram que a idéia é abominada. Por exemplo:

E você – (1) Gosta de open offices? (2) Acha que a qualidade da interação aumenta, diminui, não se altera? (3) Acha que o ambiente melhor, pior, indiferente? (4) Em qual ambiente seus resultados são melhores – open offices, ou escritório individual?

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“Visite” sua empresa e surpreenda-se

Você …

“Bom dia. Meu nome é Cliente. Tenho uma reunião com a Senhora M, da empresa ABC. A reunião está agendada para daqui a 15 minutos.”

Recepção …

“Você já tem cadastro?
Hmm. Qual o número do RG?
Não, não está aqui.
Documento com foto, por favor.
É particular, ou é empresa?
Hmm — qual o nome da empresa?
Vou tirar uma foto — olhe para a câmara.
Desculpe – vai falar com quem?
Você tem hora marcada? Que horas é a reunião? Qual é o assunto?”

Telefone tocando …

“A Senhora M não está na sala, a secretária não atende e está dando (sic) caixa postal.
A telefonista pediu para você aguardar aqui na portaria.”

25 minutos depois, recepcionista com olhar de vidro …

“Vai falar com quem? Ah, a Senhora M.
Telefone tocando …
A Dra. Fulana não está atendendo. Você tem hora marcada?”

* * *

 

Surpreso? Satisfeito? Passei por isso essa semana, novamente, na minha empresa.

 

* * *

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Tecnologia, comportamento, relações pessoais, profissionais e negócios

A tecnologia mudou comportamentos e a forma, hora, frequência e canal de interação entre pessoas:

  • Assistir filmes via streaming em casa, em vez de ir ao cinema.
  • Pedir comida via telefone ou um app, em vez de ir a um restaurante.
  • Assistir a 6 capítulos do Game of Thrones na Apple TV, em vez de ir ao teatro.
  • Discutir o momento político no Whatsapp, Telegram, em vez de encontrar os amigos.

Alterou também como interagimos com empresas e como empresas interagem entre si.

Seu negócio está sendo afetado?

Você está sendo afetado?

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O que faz o sucesso de um negócio

What leads to high performance? What leads to sustainable profitable growth?

Phill Rosenweig, The Halo Effect

O Santo Graal da gestão empresarial consta da resposta às perguntas acima.

A Amazon, ao longo de 23 anos (fundada em 1994), busca seu Graal e os resultados estão aí para quem quiser ver. Em 2016, na carta aos acionistas, seu fundador e CEO, o Sr. Jeff Bezos, descreve sua visão do Graal:

  • Obsessão com os clientes.
  • Resistir ao embevecimento com a atividade meio e focar nos objetivos e resultados.
  • Abraçar as tendências externas.
  • Alta velocidade para decidir.

Leia, abaixo, direto da fonte, no original.

Tempo de leitura — importante.


Jeff, what does Day 2 look like?”

That’s a question I just got at our most recent all-hands meeting. I’ve been reminding people that it’s Day 1 for a couple of decades. I work in an Amazon building named Day 1, and when I moved buildings, I took the name with me. I spend time thinking about this topic.

“Day 2 is stasis. Followed by irrelevance. Followed by excruciating, painful decline. Followed by death. And that is why it is always Day 1.” Continue reading O que faz o sucesso de um negócio

O Santo Graal

Saints engage in introspection, while burly sinners run the world.

Jonn Dewey

Uma parte do meu tempo (e não é pequena) é dispendida em diálogos e interações, ao longo de meses, com pessoas muito inteligentes, capazes e experimentadas, sobre o que fazer, como, para obter resultados muito diferentes (melhores).

A indefectível busca do Santo Graal — “what, in my specific circumstance, in the foreseeable future, will cause lasting, great, business performance?

Uma parte das interações são bem sucedidas — receitas crescem, produtos são lançados com grande sucesso, lucros crescem expressivamente, mercados são conquistados, concorrentes são batidos, dividendos gordos distribuídos.

Outras, nem tanto.

Há alguns meses, enquanto aguardava um vôo atrasado, engajei-me em uma troca de idéias sobre um cliente, que almeja crescer, aumentar lucros e geração de free cash flow, enfrentando uma concorrência cada vez mais agressiva. Surprise, surprise.

Usando a estrutura “Situação | Complicação | Alternativas | Recomendações”, chegamos aos principais desafios e às consequências de nada fazer.

Para cada objetivo — crescer, aumentar lucros, aumentar o free cash flow, etc — alternativas foram surgindo, rápidas. Meu interlocutor, ensimesmado, ouvia atento e mexia-se, inquieto.

Então, como na figurinha, começa o calvário do escrutínio das possíveis recomendações, que, a cada tentativa, são contraditadas, com vigor (!), com os indefectíveis “mas …”. Dezenas, vigorosos — uns acompanhados de riso nervoso, outros de trejeitos *you don’t get it*.

“Mas você precisa entender que …”

“Ah, mas isso não vai funcionar …”

“Ih, eles jamais aceitarão isso …”

“Mas eles não trabalham dessa forma …”

“Mas prá isso, eles vão ter que mudar …”

“Essa idéia é muito agressiva. Jamais será aceita …”

“A idéia é ótima, mas se a mencionarmos, enfrentará grande resistência …”

“Na cultura deles, isso não não vai funcionar …”

“Mas, se a gente disser isso, ficará patente que a atual estratégia precisa ser alterada …”

Fui salvo pela chamada pelo sistema de som …

“Atenção, Senhores passageiros, essa é a chamada, para o vôo XYZW, com destino à São Paulo, aeroporto de Congonhas …”

Como acabou essa história? Saberemos nos próximos meses, no Twitter, ou nas páginas de economia, seção Empresas.

O vôo foi tranquilo. ⛈


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Contabilidade criativa, KPIs açucarados, remuneração e desempenho empresarial

Salta aos olhos o crescente uso da “contabilidade criativa” para criar a aparência de desempenho superior  por players dos mais diversos setores.

O fenômeno é global.

Há empresas de porte, mundo afora, com pacotes de remuneração por “resultados gerenciais”, que incentivam ações de gestão contrárias aos interesses de seus acionistas e investidores.

Na Inglaterra, a nova Primeira Ministra escolheu o tema como prioridade, no esteio do Brexit. O tema frequenta a imprensa especializada e reuniões de conselho.

Defendo uso limitadíssimo de indicadores gerenciais. Recomendamos o uso de Indicadores baseados nos conceitos GAAP — generally accepted accounting principles.

O caso do Wells Fargo, banco de varejo Americano de destaque, ilustra as consequências desta prática.

O artigo How accounting tricks distort the equity market resume o tema. Fonte: Valuewalk

Programas de remuneração, por definição, presumem alinhamento com os interesses dos investidores. O uso de “indicadores gerenciais” tem ferido esse princípio. Nossa posição é clara e inequívoca.

Este artigo, ligeiramente modificado, foi originalmente publicado no linkedin.

E agora, José? What is next?

E agora, José? What is next?

Estamos trabalhando mais horas, a tecnologia está mudando o mundo, “software is eating the world“, blá blá blá.

A produtividade da economia não aumenta.

Nossa “missão e visão” empolgam, nossos objetivos são crystal clear, executamos, com sucesso (!), nosso projeto de “convergência estratégica”, com nosso consultor “du jour”.

A produtividade da economia não aumenta.

Redesenhamos processos, nossa gestão é “participativa” (bah!), fizemos assessments e tropeçamos em líderes high potential nos corredores.

Os números teimam em apontar para baixo (!).

Dirá a vizinha gorda e patusca do Nelson Rodrigues, aboletada da sacada:

“Ora, meu jovem, no Brasil é óbvio o que acontece. Não tem lido os jornais? Perdestes a coluna do Nelson no Jornal dos Sports?”

OK. Mas … e lá com os irmãos do Norte – Bretanha, Germânia, Francônia, Japão, US of A, para citar os mais votados?

A produtividade continua estagnada.

Até juros negativos (!) já estão praticando e nada. O artigo discute o assunto. Recomendo.


thoughtfulreasoning.com - jobs

No Brasil, melhoramos. OK – um “tiquitito”.

Há – evidentemente – muito a fazer e não há tempo a perder. Temos responsabilidades com nossas famílias e com as gerações futuras. Há um país por reconstruir, cheio de oportunidades, que espera, exige, que façamos o que é preciso.

O Brasil tem novo começo

Está formalizado, neste 31 de Agosto de 2016, o início da etapa de recuperação do Brasil. Temos uma agenda extensa, rumo a nossos objetivos, que envolvem, entre outras, as seguintes iniciativas:

  • Vendas de ativos, retomada de concessões, renegociações de dívidas com estados e municípios, atração de investidores externos, privatizações, retomada de investimentos dos empresários locais
  • Reestruturação da dívida interna e ações diversas que resultem na redução dos juros, rearranjos da previdência.
  • Ações que aumentem a confiança de investidores locais e internacionais, que levem à retomada o crescimento e, com isso, aumento da arrecadação, aumento do emprego.

    Brasil, o recomeço - giovanidigesu.com
    Brasil, o recomeço – giovanidigesu.com
  • Redução do tamanho do estado, níveis federal, estadual e municipal, aumento de sua produtividade e consequente redução de despesas, que combinadas com o crescimento da economia e subsequente aumento da arrecadação, interromperão o crescimento da dívida.
  • A combinação destas, somadas a outras iniciativas em discussão, devem produzir a desejada redução da inflação para metade dos níveis atuais, seguida, em paralelo, da redução do maior patamar de juros do mundo ocidental para valores mais republicanos.

Discutimos prioridades, nosso papel e o plano preliminar para entregar estes resultados nos últimos meses aqui neste forum. Passemos, pois, a entregar nossos compromissos com a sociedade e as gerações futuras. O governo já vai, ainda hoje, ao G20 e manterá também reuniões bilaterais com Espanha, Emirados, China e outras nações, o que é congruente com o que precisamos.

Nossa tarefa é enorme e requer ativa participação de todos nós – empresários, profissionais e executivos. Estamos otimistas. Vamos ao trabalho!

25 anos de Internet transformaram o mundo

Netscape, Internet Explorer, Yahoo, Webvan, Smartphones, tablets, Appstore, iTunes, IOS, Android, Google, Dropbox, Onedrive, SMS, Skype, Twitter, Facebook, linkedin, apps, Über economy, Instagram, business model desintermediation, e-commerce, Amazon, MOOCs, Dollar Shave Club, FaceTime, WhatsApp, fintechs, Bankline, cloud computing, Office365, Google docs, AWS, Google Drive, Onedrive, Salesforce, WordPress, Safari, Chrome, Todoist, Evernote, Snapchat, Kindle, Youtube, Netflix, Pokemon Go, Waze, Google Maps, 99Taxi, Pinterest, …

giovanidigesu apps 25 years of internetÉ uma lista incrível! Nada disso existia há 25 anos.

Há 25 anos, Sir Timothy Berners-Lee tornou publicamente disponíveis os primeiros servidores web, criando o que hoje conhecemos como a world wide web (expressão meio desatualizada, reconheço).

Por volta de outubro de 1990, usando um computador NeXT (O Lord de Cupertino já estava envolvido. Será que sabia? Acho que não!) havia concluído as três tecnologias que, até hoje, servem de base para a web:

  • HTML – HyperText Markup Language, a linguagem de formatação da Internet
  • URI – Uniform Resource Identifier, o “endereço” usado para identificar cada dispositivo na web, hoje conhecido
    como URL.
  • HTTP – Hypertext Transfer Protocol, o protocolo que contém as regras de transferência de arquivos (texto, imagens, som, video e outros objetos multimedia) na web.

O primeiro browser era text-only (!). Aqui o artigo que Sir Tim publicou em 6 de Agosto de 1991, em um newsgroup, divulgando o lançamento da web.giovanidigesu - 25 anos de Internet

O primeiro parágrafo é uma pequena mostra da infinidade de tecnologias, negócios e mudanças que surgiram desde que esta idéia deixou os muros do CERN. Espetacular!

Esse post é a homenagem que, modestamente, presto à uma das invenções mais importantes da história moderna.

Sir Timothy Berners-Lee, cheers!

O Lord de Cupertino e a nuvem de Bezzos – 30 anos em 1 minuto …

Uma versão deste post, ligeiramente modificada, foi publicada no linkedin em 04/08/2016.

Nas décadas de 70 e 80, nós, de operações, começávamos a usar os fabulosos “mainframes“, para automatizar os “menial tasks“, repetitivos, cansativos e sujeitos a erros, que consumiam nosso tempo. Fazer algumas simulações simples era, agora, uma realidade de algumas horas, uma ou duas tardes mais longas, ou de um Sábado de chuva.

No início da década de 90, o que tinha vindo para aliviar a rotina, havia transformado-se em uma hidra complexa, difícil, cara, custosa de se manter.

Fugíamos dos projetos de IT, pois sabíamos onde começavam – as famosas reuniões para “obter o buy in do top management” – mas não sabíamos quando terminavam.

A “sopa de letrinhas” havia tomado conta do verbo diário, já totalmente dominado pelo jargão anglo-saxão – management, buy-in, change management, reengineering, process re-design (!), project steering committees. E os KPIs? Bah!

Uma nova categoria profissional havia surgido e ascendido meteoricamente. Todos frequentavam as famosas “academias“, onde aprendiam a “configurar e a “customizar” módulos e a operar as tais “ferramentas” (!), usando “tool boxes“.

Abrir uma nova filial não era mais algo comandado por operações, mas por uma “task force” (!). O ERP, não raro, era o caminho crítico, pondo clientes, fornecedores, transportadores, RH, vendas, manufatura e operações em obsequiosa espera, aguardando a “conversão”, depois das infindáveis “training sessions” no novo (?) módulo fiscal.

O Lord de Cupertino, seu iPhone e sua postura de passar ao largo da “igreja corporativa”, aos poucos, nos trouxe de volta, embalados pela leveza da núvem de Bezzos, aos anos românticos da década de 70 e 80.

O Lord de Cupertino, em uma célebre entrevista, circa 2008 ou 2009:

“Our business model is, really, very simple.
We don’t like corporate – they’re too complex.
We’re simple people.
Our focus is you – we build this fabulous technology for you.
It just works. You get to take a vote everyday.
You like it – you buy it. You don’t like it, don’t buy it.
It is that simple.”

O que é mesmo “big data”? Who cares?

Viva!!