O Lord de Cupertino e a nuvem de Bezzos – 30 anos em 1 minuto …

Uma versão deste post, ligeiramente modificada, foi publicada no linkedin em 04/08/2016.

Nas décadas de 70 e 80, nós, de operações, começávamos a usar os fabulosos “mainframes“, para automatizar os “menial tasks“, repetitivos, cansativos e sujeitos a erros, que consumiam nosso tempo. Fazer algumas simulações simples era, agora, uma realidade de algumas horas, uma ou duas tardes mais longas, ou de um Sábado de chuva.

No início da década de 90, o que tinha vindo para aliviar a rotina, havia transformado-se em uma hidra complexa, difícil, cara, custosa de se manter.

Fugíamos dos projetos de IT, pois sabíamos onde começavam – as famosas reuniões para “obter o buy in do top management” – mas não sabíamos quando terminavam.

A “sopa de letrinhas” havia tomado conta do verbo diário, já totalmente dominado pelo jargão anglo-saxão – management, buy-in, change management, reengineering, process re-design (!), project steering committees. E os KPIs? Bah!

Uma nova categoria profissional havia surgido e ascendido meteoricamente. Todos frequentavam as famosas “academias“, onde aprendiam a “configurar e a “customizar” módulos e a operar as tais “ferramentas” (!), usando “tool boxes“.

Abrir uma nova filial não era mais algo comandado por operações, mas por uma “task force” (!). O ERP, não raro, era o caminho crítico, pondo clientes, fornecedores, transportadores, RH, vendas, manufatura e operações em obsequiosa espera, aguardando a “conversão”, depois das infindáveis “training sessions” no novo (?) módulo fiscal.

O Lord de Cupertino, seu iPhone e sua postura de passar ao largo da “igreja corporativa”, aos poucos, nos trouxe de volta, embalados pela leveza da núvem de Bezzos, aos anos românticos da década de 70 e 80.

O Lord de Cupertino, em uma célebre entrevista, circa 2008 ou 2009:

“Our business model is, really, very simple.
We don’t like corporate – they’re too complex.
We’re simple people.
Our focus is you – we build this fabulous technology for you.
It just works. You get to take a vote everyday.
You like it – you buy it. You don’t like it, don’t buy it.
It is that simple.”

O que é mesmo “big data”? Who cares?

Viva!!