Alemanha proíbe o Uber de operar

Depois de Londres, a Alemanha.

Ver German court bans Uber’s ride-hailing services in Germany – Reuters.

Em São Paulo, os motoristas de taxi licenciados pela Prefeitura estão insatisfeitos com a quantidade de carros cadastrados em aplicativos.

Fala-se em 600 mil carros, além dos cerca de 40 mil licenciados pela Prefeitura. A prefeitura analisa limitar o número de carros cadastrados por aplicativo.

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Tecnologia, comportamento, relações pessoais, profissionais e negócios

A tecnologia mudou comportamentos e a forma, hora, frequência e canal de interação entre pessoas:

  • Assistir filmes via streaming em casa, em vez de ir ao cinema.
  • Pedir comida via telefone ou um app, em vez de ir a um restaurante.
  • Assistir a 6 capítulos do Game of Thrones na Apple TV, em vez de ir ao teatro.
  • Discutir o momento político no Whatsapp, Telegram, em vez de encontrar os amigos.

Alterou também como interagimos com empresas e como empresas interagem entre si.

Seu negócio está sendo afetado?

Você está sendo afetado?

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25 anos de Internet transformaram o mundo

Netscape, Internet Explorer, Yahoo, Webvan, Smartphones, tablets, Appstore, iTunes, IOS, Android, Google, Dropbox, Onedrive, SMS, Skype, Twitter, Facebook, linkedin, apps, Über economy, Instagram, business model desintermediation, e-commerce, Amazon, MOOCs, Dollar Shave Club, FaceTime, WhatsApp, fintechs, Bankline, cloud computing, Office365, Google docs, AWS, Google Drive, Onedrive, Salesforce, WordPress, Safari, Chrome, Todoist, Evernote, Snapchat, Kindle, Youtube, Netflix, Pokemon Go, Waze, Google Maps, 99Taxi, Pinterest, …

giovanidigesu apps 25 years of internetÉ uma lista incrível! Nada disso existia há 25 anos.

Há 25 anos, Sir Timothy Berners-Lee tornou publicamente disponíveis os primeiros servidores web, criando o que hoje conhecemos como a world wide web (expressão meio desatualizada, reconheço).

Por volta de outubro de 1990, usando um computador NeXT (O Lord de Cupertino já estava envolvido. Será que sabia? Acho que não!) havia concluído as três tecnologias que, até hoje, servem de base para a web:

  • HTML – HyperText Markup Language, a linguagem de formatação da Internet
  • URI – Uniform Resource Identifier, o “endereço” usado para identificar cada dispositivo na web, hoje conhecido
    como URL.
  • HTTP – Hypertext Transfer Protocol, o protocolo que contém as regras de transferência de arquivos (texto, imagens, som, video e outros objetos multimedia) na web.

O primeiro browser era text-only (!). Aqui o artigo que Sir Tim publicou em 6 de Agosto de 1991, em um newsgroup, divulgando o lançamento da web.giovanidigesu - 25 anos de Internet

O primeiro parágrafo é uma pequena mostra da infinidade de tecnologias, negócios e mudanças que surgiram desde que esta idéia deixou os muros do CERN. Espetacular!

Esse post é a homenagem que, modestamente, presto à uma das invenções mais importantes da história moderna.

Sir Timothy Berners-Lee, cheers!

O Lord de Cupertino e a nuvem de Bezzos – 30 anos em 1 minuto …

Uma versão deste post, ligeiramente modificada, foi publicada no linkedin em 04/08/2016.

Nas décadas de 70 e 80, nós, de operações, começávamos a usar os fabulosos “mainframes“, para automatizar os “menial tasks“, repetitivos, cansativos e sujeitos a erros, que consumiam nosso tempo. Fazer algumas simulações simples era, agora, uma realidade de algumas horas, uma ou duas tardes mais longas, ou de um Sábado de chuva.

No início da década de 90, o que tinha vindo para aliviar a rotina, havia transformado-se em uma hidra complexa, difícil, cara, custosa de se manter.

Fugíamos dos projetos de IT, pois sabíamos onde começavam – as famosas reuniões para “obter o buy in do top management” – mas não sabíamos quando terminavam.

A “sopa de letrinhas” havia tomado conta do verbo diário, já totalmente dominado pelo jargão anglo-saxão – management, buy-in, change management, reengineering, process re-design (!), project steering committees. E os KPIs? Bah!

Uma nova categoria profissional havia surgido e ascendido meteoricamente. Todos frequentavam as famosas “academias“, onde aprendiam a “configurar e a “customizar” módulos e a operar as tais “ferramentas” (!), usando “tool boxes“.

Abrir uma nova filial não era mais algo comandado por operações, mas por uma “task force” (!). O ERP, não raro, era o caminho crítico, pondo clientes, fornecedores, transportadores, RH, vendas, manufatura e operações em obsequiosa espera, aguardando a “conversão”, depois das infindáveis “training sessions” no novo (?) módulo fiscal.

O Lord de Cupertino, seu iPhone e sua postura de passar ao largo da “igreja corporativa”, aos poucos, nos trouxe de volta, embalados pela leveza da núvem de Bezzos, aos anos românticos da década de 70 e 80.

O Lord de Cupertino, em uma célebre entrevista, circa 2008 ou 2009:

“Our business model is, really, very simple.
We don’t like corporate – they’re too complex.
We’re simple people.
Our focus is you – we build this fabulous technology for you.
It just works. You get to take a vote everyday.
You like it – you buy it. You don’t like it, don’t buy it.
It is that simple.”

O que é mesmo “big data”? Who cares?

Viva!!

 

Desintermediando seu modelo de negócios

Venda direta ao consumidor final, sem despesas de TV, sem rede de pontos de venda, menor capital de giro, com maiores margens –

A Unilever acaba de pagar cerca de 1 bilhão de dólares pelo Dollar Shave Club, uma empresa de 5 anos, que faz venda direta ao consumidor final de produtos masculinos para barbear e higiene pessoal. Por que? Para, concretamente, capturar todas as margens da cadeia de atacado e varejo entre a Unilever e o consumidor final. O sucesso do Dollar Shave Club, na opinião do CEO da Unilever, “é uma oportunidade única de aprendizado (!)”. O atacado e o varejo Americano já estudam o assunto, pois, evidentemente, pode retirá-los do jogo em várias categorias de produtos.

A outra idéia interessante é a possibilidade de atender nichos de mercado, com produtos de valor agregrado, com alta margem, como, por exemplo, suplementos alimentares, cosméticos, medicação sob prescrição e OTC para pacientes crônicos. Evidentemente, salta aos olhos a possibilidade de ganhos de expressivos de margem na prospecção, marketing e vendas, com a migração da ações mídia televisiva, de rádio, marketing, merchandising, comercialização para os canais digitais.

Casos começam a surgir mundo afora, com apoio em plataforma web, simplificação expressiva de cadeias de valor, supply chain, otimização de despesas comerciais e resultantes ganhos de margem. Já os temos aqui no Brasil e há muito a fazer.

Interessantíssima oportunidade de negócios, em especial em países com a diversidade e dimensão geográfica do Brasil.

Aaron Wojack for The New York Times
Aaron Wojack for The New York Times

How Companies Like Dollar Shave Club Are Reshaping the Retail Landscape

Modelos de negócios, novas tecnologias e emprego –

Consultores de outplacement, acadêmicos e a mídia têm discutido a “robotização” da economia e especulado sobre a potencial destruição em massa de ‘postos de trabalho’ mundo a fora.

Se algo há a discutir, é a revolução de setores econômicos inteiros, mundialmente, via a introdução de novos modelos de negócios, somada à aplicação de tecnologia da informação, novas tecnologias de produção e de produtos. Essa tendência é inevitável, a observar o que acontece no Brasil e no mundo e imaginar que há como evitá-la, ou encontrar fórmulas fáceis de ‘amainar’ suas consequências, não é prático. Há, sim, que assumir o protagonismo no assunto, empresas e profissionais.

thoughtfulreasoning.com - jobs

Ilustremos a questão com o caso da Intel. A explosão dos dispositivo móveis e o resultante declínio das vendas de PCs atingiu a Intel profundamente, obrigando-a a, no ano do falecimento de seu lendário CEO, Andy Grove, dispensar 11% de sua força de trabalho – 12.000 pessoas, como indica matéria no New York Times de 19/04/2016.

Outro caso é o do setor de varejo, especificamente, das redes de varejo (department stores). Para retomarem a produtividade de 10 anos atrás, as department stores Americanas precisam fechar 20% das lojas existentes, segundo estudo publicado pela Green Street Advisors. O estudo indica as seguintes percentuais de fechamento de lojas por varejista: JC Penney – 31% (!), Sears – 43% (!), Macy’s – 9%, Dillard’s – 20% (!), Bon-Ton – 15%, Nordstrom 25% (!).

O caso Intel, como o da Sears,  não é um caso de ‘robotização’, mas é mais frequente – disrupção via novos modelos de negócios, novas tecnologias e novos produtos e serviços, com impacto sobre o trabalho.

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