A indústria de cimento trabalha para reduzir a emissão de CO2

No processo convencional de produção, para cada tonelada de cimento produzida, uma tonelada de CO2 é liberada para a atmosfera.

Na Europa, a indústria desenvolve alternativas para reduzir as emissões. O vídeo mostra o avanço da iniciativa – Sucking up CO2 from one of the world’s worst emitters – BBC News:

Learn more – resources.envision.consulting

Como lidar com a falta de privacidade do escritório moderno

Tímidos e os que precisam de silêncio para concentrar-se e produzir sofrem nos open offices, com o ruído ambiente, a falta de privacidade, a máquina de café, conversas por telefone, risadas, pings de notificações do celular do vizinho e conversas ao redor.

Afinal, os open offices são bons ou ruins? Procedem as críticas?

Há algumas tendências na configuração dos escritórios modernos:

  • Opens offices, onde grandes áreas são populadas por dezenas de posições de trabalho, fixas ou não.
  • Nas posições fixas, ficam profissionais cujo trabalho é majoritariamente interno, como contabilidade, finanças, faturamento, compras, produção.
  • Há posições “móveis”, usadas por profissionais com carga elevada de trabalho externo, como vendas, assistência técnica.
  • Não há paredes, portas, ou divisórias entre as posições de trabalho, que são organizadas em “ilhas de mesas”, ou longas mesas, com posições de um e outro lado.
  • Há salas de tamanhos variados, para reuniões, conversas com fornecedores, conversas com clientes, conversas que requeiram privacidade entre dois profissionais, entre executivos.
  • Há pequenas salas destinadas a pessoas que precisem de privacidade para ligações telefônicas, ou silêncio para tarefas que requeiram concentração.
  • Há empresas que extendem o conceito a seus executivos, nas “salas da diretoria”, onde executivos de diversas áreas compartilham o espaço.

Estas configurações passaram a ser adotadas por conta de algumas hipóteses:

  • Redução de custos – a área total ocupada é menor nos open offices, o que reduz custos de aluguel, infra-estrutura, particões, ar condicionado, etc
  • Aumento da interação entre as equipes, por conta da ausência de barreiras físicas entre os profissionais, que redundaria em aumento de produtividade, de criatividade, levando a melhores resultados – melhores produtos, melhor atendimento a clientes, mais vendas, menores custos, mais lucros, melhor gestão.

Essas hipóteses vêm sendo testadas na prática e em estudos científicos, sendo motivo de artigos frequentes na imprensa.

O que se constata na prática?

Estudo conduzido pelos Srs. Ethan Bersntein e Stephen Turban, publicado em 2018, (The impact of the ‘open’ workspace on human collaboration ) constatou o oposto da hipótese de aumento de interação pessoal (que daria causa a aumento de produtividade, etc). O estudo constatou:

  • Expressiva redução (-70%) da interação pessoal (!!) e
  • Aumento do uso de emails e messagens instantâneas entre os profissionais que trabalham em open offices. 

Em outras palavras, os efeitos são prejudiciais à interação e trabalho em equipe, segundo o estudo.

A maioria dos artigos publicados sobre o assunto mostram que a idéia é abominada. Por exemplo:

E você – (1) Gosta de open offices? (2) Acha que a qualidade da interação aumenta, diminui, não se altera? (3) Acha que o ambiente melhor, pior, indiferente? (4) Em qual ambiente seus resultados são melhores – open offices, ou escritório individual?

Learn more – working-spaces.envision.consulting

O Santo Graal

Saints engage in introspection, while burly sinners run the world.

Jonn Dewey

Uma parte do meu tempo (e não é pequena) é dispendida em diálogos e interações, ao longo de meses, com pessoas muito inteligentes, capazes e experimentadas, sobre o que fazer, como, para obter resultados muito diferentes (melhores).

A indefectível busca do Santo Graal — “what, in my specific circumstance, in the foreseeable future, will cause lasting, great, business performance?

Uma parte das interações são bem sucedidas — receitas crescem, produtos são lançados com grande sucesso, lucros crescem expressivamente, mercados são conquistados, concorrentes são batidos, dividendos gordos distribuídos.

Outras, nem tanto.

Há alguns meses, enquanto aguardava um vôo atrasado, engajei-me em uma troca de idéias sobre um cliente, que almeja crescer, aumentar lucros e geração de free cash flow, enfrentando uma concorrência cada vez mais agressiva. Surprise, surprise.

Usando a estrutura “Situação | Complicação | Alternativas | Recomendações”, chegamos aos principais desafios e às consequências de nada fazer.

Para cada objetivo — crescer, aumentar lucros, aumentar o free cash flow, etc — alternativas foram surgindo, rápidas. Meu interlocutor, ensimesmado, ouvia atento e mexia-se, inquieto.

Então, como na figurinha, começa o calvário do escrutínio das possíveis recomendações, que, a cada tentativa, são contraditadas, com vigor (!), com os indefectíveis “mas …”. Dezenas, vigorosos — uns acompanhados de riso nervoso, outros de trejeitos *you don’t get it*.

“Mas você precisa entender que …”

“Ah, mas isso não vai funcionar …”

“Ih, eles jamais aceitarão isso …”

“Mas eles não trabalham dessa forma …”

“Mas prá isso, eles vão ter que mudar …”

“Essa idéia é muito agressiva. Jamais será aceita …”

“A idéia é ótima, mas se a mencionarmos, enfrentará grande resistência …”

“Na cultura deles, isso não não vai funcionar …”

“Mas, se a gente disser isso, ficará patente que a atual estratégia precisa ser alterada …”

Fui salvo pela chamada pelo sistema de som …

“Atenção, Senhores passageiros, essa é a chamada, para o vôo XYZW, com destino à São Paulo, aeroporto de Congonhas …”

Como acabou essa história? Saberemos nos próximos meses, no Twitter, ou nas páginas de economia, seção Empresas.

O vôo foi tranquilo. ⛈


Learn more – growth.envision.consulting

 

Contabilidade criativa, KPIs açucarados, remuneração e desempenho empresarial

Salta aos olhos o crescente uso da “contabilidade criativa” para criar a aparência de desempenho superior  por players dos mais diversos setores.

O fenômeno é global.

Há empresas de porte, mundo afora, com pacotes de remuneração por “resultados gerenciais”, que incentivam ações de gestão contrárias aos interesses de seus acionistas e investidores.

Na Inglaterra, a nova Primeira Ministra escolheu o tema como prioridade, no esteio do Brexit. O tema frequenta a imprensa especializada e reuniões de conselho.

Defendo uso limitadíssimo de indicadores gerenciais. Recomendamos o uso de Indicadores baseados nos conceitos GAAP — generally accepted accounting principles.

O caso do Wells Fargo, banco de varejo Americano de destaque, ilustra as consequências desta prática.

O artigo How accounting tricks distort the equity market resume o tema. Fonte: Valuewalk

Programas de remuneração, por definição, presumem alinhamento com os interesses dos investidores. O uso de “indicadores gerenciais” tem ferido esse princípio. Nossa posição é clara e inequívoca.

Este artigo, ligeiramente modificado, foi originalmente publicado no linkedin.