Contabilidade criativa, KPIs açucarados, remuneração e desempenho empresarial

Salta aos olhos o crescente uso da “contabilidade criativa” para criar a aparência de desempenho superior  por players dos mais diversos setores.

O fenômeno é global.

Há empresas de porte, mundo afora, com pacotes de remuneração por “resultados gerenciais”, que incentivam ações de gestão contrárias aos interesses de seus acionistas e investidores.

Na Inglaterra, a nova Primeira Ministra escolheu o tema como prioridade, no esteio do Brexit. O tema frequenta a imprensa especializada e reuniões de conselho.

Defendo uso limitadíssimo de indicadores gerenciais. Recomendamos o uso de Indicadores baseados nos conceitos GAAP — generally accepted accounting principles.

O caso do Wells Fargo, banco de varejo Americano de destaque, ilustra as consequências desta prática.

O artigo How accounting tricks distort the equity market resume o tema. Fonte: Valuewalk

Programas de remuneração, por definição, presumem alinhamento com os interesses dos investidores. O uso de “indicadores gerenciais” tem ferido esse princípio. Nossa posição é clara e inequívoca.

Este artigo, ligeiramente modificado, foi originalmente publicado no linkedin.