Registrando e anotando

Usávamos um caderno, um moleskine, um CD-20 (…) para tomar notas, registrar eventos, etc.

Hoje, temos conhecimento, idéias, fatos, datas, memórias, dicas, fotos, recibos, bilhetes de avião, lembretes, listas espalhados por calendários, emails, Outlook, Gmail, twitter, facebook, messages, imessages, PDFs, links, SMSs, Slack, Teams, sharepoint, Skype, Whatsapp, etc.

Como “anotar”, como registrar tudo isso, como por as idéias em ordem? No link, idéias – How to annotate literally everything | Mildly entertaining.

Ainda uso papel.

  • Carrego no bolso uma caderneta, para garatujas e idéias
  • Uso um moleskine para bullet journaling.

E você?

More – mental.models.envision.consulting

Eu olho e vejo

“Um computador em cada mesa”, Bill Gates.
“Um homem na lua”, John F. Kennedy.
“Carros para todos”, Henry Ford.

Ou, “um mundo formado por nações e corporações empreendedoras, criando conhecimento e riqueza em abundância, para que seus cidadãos prosperem”, N.N.

Pessoalmente, prefiro as três primeiras, estilo “eu olho e vejo”. E você?

No link, o professor Andrew Carton, da Wharton, University of Pennsilvania, trata do assunto – How Leaders Can Craft Better Vision Statements

Comente a seguir.

O que faz o sucesso de um negócio

What leads to high performance? What leads to sustainable profitable growth?

Phill Rosenweig, The Halo Effect

O Santo Graal da gestão empresarial consta da resposta às perguntas acima.

A Amazon, ao longo de 23 anos (fundada em 1994), busca seu Graal e os resultados estão aí para quem quiser ver. Em 2016, na carta aos acionistas, seu fundador e CEO, o Sr. Jeff Bezos, descreve sua visão do Graal:

  • Obsessão com os clientes.
  • Resistir ao embevecimento com a atividade meio e focar nos objetivos e resultados.
  • Abraçar as tendências externas.
  • Alta velocidade para decidir.

Leia, abaixo, direto da fonte, no original.

Tempo de leitura — importante.


Jeff, what does Day 2 look like?”

That’s a question I just got at our most recent all-hands meeting. I’ve been reminding people that it’s Day 1 for a couple of decades. I work in an Amazon building named Day 1, and when I moved buildings, I took the name with me. I spend time thinking about this topic.

“Day 2 is stasis. Followed by irrelevance. Followed by excruciating, painful decline. Followed by death. And that is why it is always Day 1.”

Continue reading O que faz o sucesso de um negócio

O Santo Graal

Saints engage in introspection, while burly sinners run the world.

Jonn Dewey

Uma parte do meu tempo (e não é pequena) é dispendida em diálogos e interações, ao longo de meses, com pessoas muito inteligentes, capazes e experimentadas, sobre o que fazer, como, para obter resultados muito diferentes (melhores).

A indefectível busca do Santo Graal — “what, in my specific circumstance, in the foreseeable future, will cause lasting, great, business performance?

Uma parte das interações são bem sucedidas — receitas crescem, produtos são lançados com grande sucesso, lucros crescem expressivamente, mercados são conquistados, concorrentes são batidos, dividendos gordos distribuídos.

Outras, nem tanto.

Há alguns meses, enquanto aguardava um vôo atrasado, engajei-me em uma troca de idéias sobre um cliente, que almeja crescer, aumentar lucros e geração de free cash flow, enfrentando uma concorrência cada vez mais agressiva. Surprise, surprise.

Usando a estrutura “Situação | Complicação | Alternativas | Recomendações”, chegamos aos principais desafios e às consequências de nada fazer.

Para cada objetivo — crescer, aumentar lucros, aumentar o free cash flow, etc — alternativas foram surgindo, rápidas. Meu interlocutor, ensimesmado, ouvia atento e mexia-se, inquieto.

Então, como na figurinha, começa o calvário do escrutínio das possíveis recomendações, que, a cada tentativa, são contraditadas, com vigor (!), com os indefectíveis “mas …”. Dezenas, vigorosos — uns acompanhados de riso nervoso, outros de trejeitos *you don’t get it*.

“Mas você precisa entender que …”

“Ah, mas isso não vai funcionar …”

“Ih, eles jamais aceitarão isso …”

“Mas eles não trabalham dessa forma …”

“Mas prá isso, eles vão ter que mudar …”

“Essa idéia é muito agressiva. Jamais será aceita …”

“A idéia é ótima, mas se a mencionarmos, enfrentará grande resistência …”

“Na cultura deles, isso não não vai funcionar …”

“Mas, se a gente disser isso, ficará patente que a atual estratégia precisa ser alterada …”

Fui salvo pela chamada pelo sistema de som …

“Atenção, Senhores passageiros, essa é a chamada, para o vôo XYZW, com destino à São Paulo, aeroporto de Congonhas …”

Como acabou essa história? Saberemos nos próximos meses, no Twitter, ou nas páginas de economia, seção Empresas.

O vôo foi tranquilo. ⛈


Learn more – growth.envision.consulting

 

E agora, José? What is next?

E agora, José? What is next?

Estamos trabalhando mais horas, a tecnologia está mudando o mundo, “software is eating the world“, blá blá blá.

A produtividade da economia não aumenta.

Nossa “missão e visão” empolgam, nossos objetivos são crystal clear, executamos, com sucesso (!), nosso projeto de “convergência estratégica”, com nosso consultor “du jour”.

A produtividade da economia não aumenta.

Redesenhamos processos, nossa gestão é “participativa” (bah!), fizemos assessments e tropeçamos em líderes high potential nos corredores.

Os números teimam em apontar para baixo (!).

Dirá a vizinha gorda e patusca do Nelson Rodrigues, aboletada da sacada:

“Ora, meu jovem, no Brasil é óbvio o que acontece. Não tem lido os jornais? Perdestes a coluna do Nelson no Jornal dos Sports?”

OK. Mas … e lá com os irmãos do Norte – Bretanha, Germânia, Francônia, Japão, US of A, para citar os mais votados?

A produtividade continua estagnada.

Até juros negativos (!) já estão praticando e nada. O artigo discute o assunto. Recomendo.


thoughtfulreasoning.com - jobs

No Brasil, melhoramos. OK – um “tiquitito”.

Há – evidentemente – muito a fazer e não há tempo a perder. Temos responsabilidades com nossas famílias e com as gerações futuras. Há um país por reconstruir, cheio de oportunidades, que espera, exige, que façamos o que é preciso.

O Brasil tem novo começo

Está formalizado, neste 31 de Agosto de 2016, o início da etapa de recuperação do Brasil. Temos uma agenda extensa, rumo a nossos objetivos, que envolvem, entre outras, as seguintes iniciativas:

  • Vendas de ativos, retomada de concessões, renegociações de dívidas com estados e municípios, atração de investidores externos, privatizações, retomada de investimentos dos empresários locais
  • Reestruturação da dívida interna e ações diversas que resultem na redução dos juros, rearranjos da previdência.
  • Ações que aumentem a confiança de investidores locais e internacionais, que levem à retomada o crescimento e, com isso, aumento da arrecadação, aumento do emprego.

    Brasil, o recomeço - giovanidigesu.com
    Brasil, o recomeço – giovanidigesu.com
  • Redução do tamanho do estado, níveis federal, estadual e municipal, aumento de sua produtividade e consequente redução de despesas, que combinadas com o crescimento da economia e subsequente aumento da arrecadação, interromperão o crescimento da dívida.
  • A combinação destas, somadas a outras iniciativas em discussão, devem produzir a desejada redução da inflação para metade dos níveis atuais, seguida, em paralelo, da redução do maior patamar de juros do mundo ocidental para valores mais republicanos.

Discutimos prioridades, nosso papel e o plano preliminar para entregar estes resultados nos últimos meses aqui neste forum. Passemos, pois, a entregar nossos compromissos com a sociedade e as gerações futuras. O governo já vai, ainda hoje, ao G20 e manterá também reuniões bilaterais com Espanha, Emirados, China e outras nações, o que é congruente com o que precisamos.

Nossa tarefa é enorme e requer ativa participação de todos nós – empresários, profissionais e executivos. Estamos otimistas. Vamos ao trabalho!

O Lord de Cupertino e a nuvem de Bezzos – 30 anos em 1 minuto …

Uma versão deste post, ligeiramente modificada, foi publicada no linkedin em 04/08/2016.

Nas décadas de 70 e 80, nós, de operações, começávamos a usar os fabulosos “mainframes“, para automatizar os “menial tasks“, repetitivos, cansativos e sujeitos a erros, que consumiam nosso tempo. Fazer algumas simulações simples era, agora, uma realidade de algumas horas, uma ou duas tardes mais longas, ou de um Sábado de chuva.

No início da década de 90, o que tinha vindo para aliviar a rotina, havia transformado-se em uma hidra complexa, difícil, cara, custosa de se manter.

Fugíamos dos projetos de IT, pois sabíamos onde começavam – as famosas reuniões para “obter o buy in do top management” – mas não sabíamos quando terminavam.

A “sopa de letrinhas” havia tomado conta do verbo diário, já totalmente dominado pelo jargão anglo-saxão – management, buy-in, change management, reengineering, process re-design (!), project steering committees. E os KPIs? Bah!

Uma nova categoria profissional havia surgido e ascendido meteoricamente. Todos frequentavam as famosas “academias“, onde aprendiam a “configurar e a “customizar” módulos e a operar as tais “ferramentas” (!), usando “tool boxes“.

Abrir uma nova filial não era mais algo comandado por operações, mas por uma “task force” (!). O ERP, não raro, era o caminho crítico, pondo clientes, fornecedores, transportadores, RH, vendas, manufatura e operações em obsequiosa espera, aguardando a “conversão”, depois das infindáveis “training sessions” no novo (?) módulo fiscal.

O Lord de Cupertino, seu iPhone e sua postura de passar ao largo da “igreja corporativa”, aos poucos, nos trouxe de volta, embalados pela leveza da núvem de Bezzos, aos anos românticos da década de 70 e 80.

O Lord de Cupertino, em uma célebre entrevista, circa 2008 ou 2009:

“Our business model is, really, very simple.
We don’t like corporate – they’re too complex.
We’re simple people.
Our focus is you – we build this fabulous technology for you.
It just works. You get to take a vote everyday.
You like it – you buy it. You don’t like it, don’t buy it.
It is that simple.”

O que é mesmo “big data”? Who cares?

Viva!!

 

Brasil, a retomada do crescimento – prioridades

 

Nesta semana, a transformação do Brasil ganhou momentum, pelos acontecimentos políticos que estamos a acompanhar. O processo segue seu curso natural e, breve, será concluído.

O país está em situação econômica precária — nos encontramos em recessão, a inflação está elevada (!), há preocupações com o nível de emprego e com o deficit do Estado, nas três esferas — Federal, Estadual e Municipal.

A solução do imbroglio político em que nos envolvemos possibilitará que retornemos para o patamar econômico que merecemos.

O país precisa retomar o crescimento. Há, no momento, três prioridades: Continue reading Brasil, a retomada do crescimento – prioridades

Brasil, a retomada do crescimento e nosso papel como empresários

Nosso país entra na fase política decisiva de sua retomada nestas próximas semanas e, a seguir, o Brasil precisa, rapidamente, reassumir as rédeas de seus negócios, da rearrumação do Executivo e do Legislativo.

O processo de rearrumação do Executivo e Legislativo será longo e, como cidadãos e contribuintes, temos o dever de influenciá-lo e apoiá-lo.

Concluído o rearranjo inicial que está a ocorrer no ambiente político e institucional, empossado o novo governo, há que dar início ao rearranjo das contas, equacionar o caixa do Estado – esferas federal, estadual e municipal, re-orientar a participação do Estado na economia, via privatizações, re-direcionar a atuação dos bancos de fomento, etc. Há, ainda, que iniciar e concluir a reforma do sistema político. Finalmente, precisamos retomar o crescimento. Não é trivial e não é rápido. Continue reading Brasil, a retomada do crescimento e nosso papel como empresários

Dispor de dados e fatos atualizados sobre o “mercado” é indispensável

Bring me facts, and data. Opinions, I prefer mine.

Há uma miríade de fontes, pagas ou não, que proporcionam dados, fatos, opiniões, tendências e análises, que sigo para manter-me informado e formar pontos de vista e opiniões sobre tendências, indústrias e empresas.

Sigo fontes selecionadas diariamente. A Envision Management Consultants segue outras. As informações são acumuladas em estrutura de dados, fatos e análises sobre indústrias, empresas, conhecimentos e management practices que compartilhamos, por indústria e por management practice que nos interessam e a nossos clientes.

Procuro ser seletivo – escolher fontes relevantes, em número limitado, ler regularmente e fazer o curation de modo estruturado.

As principais fontes são:

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Saber o que está acontecendo com clientes, concorrentes e fornecedores, é fundamental

In God we trust.   Everyone else must bring data.

Saber o que ocorre com clientes, concorrentes e fornecedores é importante. Para isso, sigo o “mercado”, colecionando e organizando fontes e referências como a seguir.

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