Como lidar com a falta de privacidade do escritório moderno

Tímidos e os que precisam de silêncio para concentrar-se e produzir sofrem nos open offices, com o ruído ambiente, a falta de privacidade, a máquina de café, conversas por telefone, risadas, pings de notificações do celular do vizinho e conversas ao redor.

Afinal, os open offices são bons ou ruins? Procedem as críticas?

Há algumas tendências na configuração dos escritórios modernos:

  • Opens offices, onde grandes áreas são populadas por dezenas de posições de trabalho, fixas ou não.
  • Nas posições fixas, ficam profissionais cujo trabalho é majoritariamente interno, como contabilidade, finanças, faturamento, compras, produção.
  • Há posições “móveis”, usadas por profissionais com carga elevada de trabalho externo, como vendas, assistência técnica.
  • Não há paredes, portas, ou divisórias entre as posições de trabalho, que são organizadas em “ilhas de mesas”, ou longas mesas, com posições de um e outro lado.
  • Há salas de tamanhos variados, para reuniões, conversas com fornecedores, conversas com clientes, conversas que requeiram privacidade entre dois profissionais, entre executivos.
  • Há pequenas salas destinadas a pessoas que precisem de privacidade para ligações telefônicas, ou silêncio para tarefas que requeiram concentração.
  • Há empresas que extendem o conceito a seus executivos, nas “salas da diretoria”, onde executivos de diversas áreas compartilham o espaço.

Estas configurações passaram a ser adotadas por conta de algumas hipóteses:

  • Redução de custos – a área total ocupada é menor nos open offices, o que reduz custos de aluguel, infra-estrutura, particões, ar condicionado, etc
  • Aumento da interação entre as equipes, por conta da ausência de barreiras físicas entre os profissionais, que redundaria em aumento de produtividade, de criatividade, levando a melhores resultados – melhores produtos, melhor atendimento a clientes, mais vendas, menores custos, mais lucros, melhor gestão.

Essas hipóteses vêm sendo testadas na prática e em estudos científicos, sendo motivo de artigos frequentes na imprensa.

O que se constata na prática?

Estudo conduzido pelos Srs. Ethan Bersntein e Stephen Turban, publicado em 2018, (The impact of the ‘open’ workspace on human collaboration ) constatou o oposto da hipótese de aumento de interação pessoal (que daria causa a aumento de produtividade, etc). O estudo constatou:

  • Expressiva redução (-70%) da interação pessoal (!!) e
  • Aumento do uso de emails e messagens instantâneas entre os profissionais que trabalham em open offices. 

Em outras palavras, os efeitos são prejudiciais à interação e trabalho em equipe, segundo o estudo.

A maioria dos artigos publicados sobre o assunto mostram que a idéia é abominada. Por exemplo:

E você – (1) Gosta de open offices? (2) Acha que a qualidade da interação aumenta, diminui, não se altera? (3) Acha que o ambiente melhor, pior, indiferente? (4) Em qual ambiente seus resultados são melhores – open offices, ou escritório individual?

Learn more – working-spaces.envision.consulting

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Giovani di Gesù

Giovani di Gesù is a partner at Envision Management Consultants.

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