Menos heróis e mais organização

O que queremos?

(1) Heróis carismáticos, que produzem feitos notáveis, semanalmente, propagados em coletivas ruidosas,

ou,

(2) Desconhecidos com voz pausada, que reportam regularmente que tudo está bem e que, anualmente, os resultados do avanço tecnológico, dos indicadores de saúde, renda per capita, educação e segurança são melhores que os esperados.


Russell Ackoff, especialista em systems thinking:

The righter we do the wrong thing, the wronger we become. When we make a mistake doing the wrong thing and correct it, we become wronger. When we make a mistake doing the right thing and correct it, we become righter. Therefore, it is better to do the right thing wrong than the wrong thing right. This is very significant because almost every problem confronting our society is a result of the fact that our public policy makers are doing the wrong things and are trying to do them righter.


Quando os sistemas não funcionam, qual a consequência? Os heróis. Sistemas sociais, organizações, cujos sistemas não funcionam, produzem heróis, que mantêm os sistemas sociais operacionais, apesar de tudo.

Devemos celebrar heróis? Sim. Por pouco tempo, pois é indesejável dependermos de heróis.


Knowledge@Wharton, 29/May/2020:

Leading well includes managing well. Poorly operating organizations, short on execution, cannot excel more than briefly, if at all. They wither even in the face of the most wondrous of visions or ingenious of market analysis. Organizations amount to vehicles to achieve a vision, to blunt a threat, or to seize an opportunity. Repeated or large-scale heroism indicates the failure of key systems in the vehicle.

For any leader, then, the existence of numerous heroes is a cause for celebration on the one hand and for focused worry on the other. Their ongoing existence or large numbers are diagnostic. What system failure made them necessary? How can we avoid making so many again? The easier work is celebration. The harder, and more important, work is to make a spate of heroes unnecessary. That’s the work of a strong leader who appreciates the value of competent management and knows how to build the systems it requires. That’s an often-unheralded component of leadership. That’s also the central work of moving toward a better, less vulnerable, and more sustainable normal.


É indesejável depender de heróis porque é insustentável, porque surgem para remediar o que não funciona, o que não está dando certo, o que requer que “matemos um leão por dia”.

O que queremos?

Queremos sistemas que funcionem na ausência de heróis. Precisamos de organizações operadas por pessoas capazes, organizadas, apoiadas por sistemas e tecnologias, que atendam nossas necessidades, produzam os resultados que precisamos, ofereçam as oportunidades que queremos, com facilidade, sem heroísmos.

Vida inteligente e serena.

Líderes carismáticos e heróicos.

Anônimos competentes, capazes, organizados, suportados pelo que há de melhor em tecnologia, fazendo certo a coisa certa.


Published by

Giovani di Gesù

Giovani di Gesù is a partner at Envision Management Consultants.

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