25 anos de Internet transformaram o mundo

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giovanidigesu apps 25 years of internetÉ uma lista incrível! Nada disso existia há 25 anos.

Há 25 anos, Sir Timothy Berners-Lee tornou publicamente disponíveis os primeiros servidores web, criando o que hoje conhecemos como a world wide web (expressão meio desatualizada, reconheço).

Por volta de outubro de 1990, usando um computador NeXT (O Lord de Cupertino já estava envolvido. Será que sabia? Acho que não!) havia concluído as três tecnologias que, até hoje, servem de base para a web:

  • HTML – HyperText Markup Language, a linguagem de formatação da Internet
  • URI – Uniform Resource Identifier, o “endereço” usado para identificar cada dispositivo na web, hoje conhecido
    como URL.
  • HTTP – Hypertext Transfer Protocol, o protocolo que contém as regras de transferência de arquivos (texto, imagens, som, video e outros objetos multimedia) na web.

O primeiro browser era text-only (!). Aqui o artigo que Sir Tim publicou em 6 de Agosto de 1991, em um newsgroup, divulgando o lançamento da web.giovanidigesu - 25 anos de Internet

O primeiro parágrafo é uma pequena mostra da infinidade de tecnologias, negócios e mudanças que surgiram desde que esta idéia deixou os muros do CERN. Espetacular!

Esse post é a homenagem que, modestamente, presto à uma das invenções mais importantes da história moderna.

Sir Timothy Berners-Lee, cheers!

Desintermediando seu modelo de negócios

Venda direta ao consumidor final, sem despesas de TV, sem rede de pontos de venda, menor capital de giro, com maiores margens –

A Unilever acaba de pagar cerca de 1 bilhão de dólares pelo Dollar Shave Club, uma empresa de 5 anos, que faz venda direta ao consumidor final de produtos masculinos para barbear e higiene pessoal. Por que? Para, concretamente, capturar todas as margens da cadeia de atacado e varejo entre a Unilever e o consumidor final. O sucesso do Dollar Shave Club, na opinião do CEO da Unilever, “é uma oportunidade única de aprendizado (!)”. O atacado e o varejo Americano já estudam o assunto, pois, evidentemente, pode retirá-los do jogo em várias categorias de produtos.

A outra idéia interessante é a possibilidade de atender nichos de mercado, com produtos de valor agregrado, com alta margem, como, por exemplo, suplementos alimentares, cosméticos, medicação sob prescrição e OTC para pacientes crônicos. Evidentemente, salta aos olhos a possibilidade de ganhos de expressivos de margem na prospecção, marketing e vendas, com a migração da ações mídia televisiva, de rádio, marketing, merchandising, comercialização para os canais digitais.

Casos começam a surgir mundo afora, com apoio em plataforma web, simplificação expressiva de cadeias de valor, supply chain, otimização de despesas comerciais e resultantes ganhos de margem. Já os temos aqui no Brasil e há muito a fazer.

Interessantíssima oportunidade de negócios, em especial em países com a diversidade e dimensão geográfica do Brasil.

Aaron Wojack for The New York Times
Aaron Wojack for The New York Times

How Companies Like Dollar Shave Club Are Reshaping the Retail Landscape

Modelos de negócios, novas tecnologias e emprego –

Consultores de outplacement, acadêmicos e a mídia têm discutido a “robotização” da economia e especulado sobre a potencial destruição em massa de ‘postos de trabalho’ mundo a fora.

Se algo há a discutir, é a revolução de setores econômicos inteiros, mundialmente, via a introdução de novos modelos de negócios, somada à aplicação de tecnologia da informação, novas tecnologias de produção e de produtos. Essa tendência é inevitável, a observar o que acontece no Brasil e no mundo e imaginar que há como evitá-la, ou encontrar fórmulas fáceis de ‘amainar’ suas consequências, não é prático. Há, sim, que assumir o protagonismo no assunto, empresas e profissionais.

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Ilustremos a questão com o caso da Intel. A explosão dos dispositivo móveis e o resultante declínio das vendas de PCs atingiu a Intel profundamente, obrigando-a a, no ano do falecimento de seu lendário CEO, Andy Grove, dispensar 11% de sua força de trabalho – 12.000 pessoas, como indica matéria no New York Times de 19/04/2016.

Outro caso é o do setor de varejo, especificamente, das redes de varejo (department stores). Para retomarem a produtividade de 10 anos atrás, as department stores Americanas precisam fechar 20% das lojas existentes, segundo estudo publicado pela Green Street Advisors. O estudo indica as seguintes percentuais de fechamento de lojas por varejista: JC Penney – 31% (!), Sears – 43% (!), Macy’s – 9%, Dillard’s – 20% (!), Bon-Ton – 15%, Nordstrom 25% (!).

O caso Intel, como o da Sears,  não é um caso de ‘robotização’, mas é mais frequente – disrupção via novos modelos de negócios, novas tecnologias e novos produtos e serviços, com impacto sobre o trabalho.

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