Contabilidade criativa, KPIs açucarados, remuneração e desempenho empresarial

Salta aos olhos o crescente uso da “contabilidade criativa” para criar a aparência de desempenho superior  por players dos mais diversos setores.

O fenômeno é global.

Há empresas de porte, mundo afora, com pacotes de remuneração por “resultados gerenciais”, que incentivam ações de gestão contrárias aos interesses de seus acionistas e investidores.

Na Inglaterra, a nova Primeira Ministra escolheu o tema como prioridade, no esteio do Brexit. O tema frequenta a imprensa especializada e reuniões de conselho.

Defendo uso limitadíssimo de indicadores gerenciais. Recomendamos o uso de Indicadores baseados nos conceitos GAAP — generally accepted accounting principles.

O caso do Wells Fargo, banco de varejo Americano de destaque, ilustra as consequências desta prática.

O artigo How accounting tricks distort the equity market resume o tema. Fonte: Valuewalk

Programas de remuneração, por definição, presumem alinhamento com os interesses dos investidores. O uso de “indicadores gerenciais” tem ferido esse princípio. Nossa posição é clara e inequívoca.

Este artigo, ligeiramente modificado, foi originalmente publicado no linkedin.

E agora, José? What is next?

E agora, José? What is next?

Estamos trabalhando mais horas, a tecnologia está mudando o mundo, “software is eating the world“, blá blá blá.

A produtividade da economia não aumenta.

Nossa “missão e visão” empolgam, nossos objetivos são crystal clear, executamos, com sucesso (!), nosso projeto de “convergência estratégica”, com nosso consultor “du jour”.

A produtividade da economia não aumenta.

Redesenhamos processos, nossa gestão é “participativa” (bah!), fizemos assessments e tropeçamos em líderes high potential nos corredores.

Os números teimam em apontar para baixo (!).

Dirá a vizinha gorda e patusca do Nelson Rodrigues, aboletada da sacada:

“Ora, meu jovem, no Brasil é óbvio o que acontece. Não tem lido os jornais? Perdestes a coluna do Nelson no Jornal dos Sports?”

OK. Mas … e lá com os irmãos do Norte – Bretanha, Germânia, Francônia, Japão, US of A, para citar os mais votados?

A produtividade continua estagnada.

Até juros negativos (!) já estão praticando e nada. O artigo discute o assunto. Recomendo.


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No Brasil, melhoramos. OK – um “tiquitito”.

Há – evidentemente – muito a fazer e não há tempo a perder. Temos responsabilidades com nossas famílias e com as gerações futuras. Há um país por reconstruir, cheio de oportunidades, que espera, exige, que façamos o que é preciso.